2005-03-04

 

Mesa

Até parece mentira, mas já estou a preparar uma nova ida a Lisboa nos próximos dias e ainda ando a descobrir os CDs que comprei na minha última visita no Natal! Uma outra surpresa muito agradável foi o album dos Mesa. Gosto Muito.

É interessante o que o tempo faz às modas. Lembro-me que apesar de ser um puto, o meu snobismo musical era exigentíssimo quando da primeira onda de Rock Português. Quase tudo era uma imitação tardia de alguma coisa Britânica ou Americana do ano anterior: os Taxi e os Jáfumega eram derivados dos Police, O Rui Veloso um clone de Eric Clapton, os Iodo talvez os Cars, os Tubes ou Martha and the Muffins, A Sétima Legião uma tradução de Joy Division, os Xutos e Pontapés eram, e ainda são, derivados de derivados. Confesso que para mim, na altura, originais eram apenas os Heróis do Mar, António Variações e os Afonsinhos do Condado.

Mas agora, quando oiço todos esses hits (mais estes) noto que o que era uma eternidade nas ondas musicais, não é mais do que um flash quase instantâneo. Já não sei quem veio primeiro, se a Chiclete dos Taxi ou o De Do Do Do, De Da Da Da Da dos Police. Não interessa, são ambas duas faixas do melhor Pop que há.

Claro que há limites a esta virtude de uma visão mais afastada: nunca haverei de gostar de Xutos, e nunca vou perdoar aos Roquivários o roubo do Whole Lotta Rosie dos AC/DC para o seu Ela Controla!

Tudo isto para dizer que apesar do formato Trip-Hop dos Mesa não ser edgy, é ainda assim um CD altamente competente, o qual não me canso de ouvir e de gostar cada vez mais.



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