2021-06-07

 

Superdubying

So here is another DJ set: a voyage from Dub to DrumNBass, Techno and House. I have listening to a lot of Reggae and Dub since watching Steve MeQueen's Lover's Rock. Somehow I distilled it to this set, thinking of hopefully returning to live DJing soon.At some point DJ Angst and E-Trash, will return to our cybernetic DJing whenever possible. Tracklist and podcast below. Superdubying is also available on E-Trash's site (Username: apollo, Password: feelingfree).



PlaceboOracle and E-Trash · Superdubying





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Burguesia do clickbait

Sinceramente não percebo onde está o trabalho académico ou intelectual nesta ideia de "Burguesia do Teletrabalho." A utilização metafórica de uma categoria anacrónica (referente a pelo menos duas transições/revoluções tecnológicas atrás), subentende trazer algo novo para acrescentar ao debate. Mas das duas uma, ou é uma tautologia ou está errada. Se a virmos como metáfora para todas as pessoas que hoje em dia trabalham em serviços informatizados, obviamente que essas são as que podem trabalhar de qualquer lugar ligado à rede. Não é novidade nenhuma que essas pessoas têm em media mais anos de escolaridade. Por isso se diz há décadas (desde Norbert Wiener em 1950) que a cibernetização da sociedade é uma revolução socioeconómica com importantes consequências laborais. Desse angulo, esta metáfora só repete o que já se sabe tautologicamente. Se se quer, no entanto, dizer que a população de serviços informatizados é privilegiada, então trata-se de uma metáfora preguiçosa e trapalhona, que é feita para clickbait por obvia e fácil conotação marxista. Os serviços informatizados incluem muita gente privilegiada, mas também incluem muita gente a ser explorada por falta de regulação, desde trabalhadores de call centers a programadores e editores em países subdesenvolvidos (pensar em mechanical turk, não Jack Dorsey). Por isso há tantos adultos com cursos superiores a viver em casa dos pais. Pelo contrário, também existe muita gente com trabalho não informatizado que é muito privilegiada, desde os técnicos de tecnologia não informatizada até donos e gestores de linhas de produção, lojas, agricultura---isto é, os verdadeiros Burgueses. Em ultima análise, do ponto de vista de saúde publica, ainda bem que grande parte da sociedade pode trabalhar em casa durante a pandemia. Isto é um fator de resiliência numa pandemia, não um fator negativo. A desigualdade, essa, deve ser reduzida para todos, incluindo os do teletrabalho. Mas não vejo como o conceito de Burguesia de teletrabalho vá ajudar nisso...


2021-03-01

 

Lumière D'Amore

So here is another DJ set I played live on twitch on February 21, 2021. This was a Sunday lounge set, a mood driven by euro soundscapes, from Space to Italo Disco and French touch, but also House music and very much still on the groovy side of things. Somehow the imagery from Roberto Rossellini's L'Amore with Anna Magnani and Federico Fellini fits. Again, sort of like a first set at the Riot Bootique, at least up to my mash-up of Digitalism with ABC; it windsdown into eurotarsh land from there for the end of the night :) Hopefully, at some point DJ Angst and E-Trash, will return to our cybernetic DJing whenever possible. Tracklist and podcast below. Lumière D'Amore is also available on E-Trash's site (Username: apollo, Password: feelingfree).








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2021-02-18

 

O sexo dos anjos, ou como a complexidade das pandemias exige pensamento sistémico

versão longa de artigo do Público.

Desde novembro de 2020 já morreram por Covid-19 quase 13000 pessoas em Portugal, sem contar com mortes indiretas devido à falta de atenção médica a outras doenças. É como se mais de 31 aviões Jumbo tivessem caído no nosso país. No meio da morte e devastação económica, é fácil esquecer que tudo isto se deve a um vírus 1000 vezes mais pequeno do que um cabelo humano que transitou de algum organismo para as nossas redes de alimentação, transporte, saúde, educação, economia, comunicação e governação.  Já aqui escrevi que o estudo das redes que ligam rapidamente o mais ínfimo vírus à mais potente economia não tem recebido a atenção necessária no Mundo ocidental. Mas é importante perceber porque a resiliência e até a sobrevivência da nossa sociedade face a pandemias necessita de uma abordagem verdadeiramente interdisciplinar e sistémica.

Um dos sucessos da ciência tem sido a sua capacidade de delimitar problemas a uma escala apropriada aos nossos limites cognitivos. Na prática isto é feito agregando os efeitos de níveis em que não estamos interessados, assumindo que são suficientemente constantes para ser ignorados−ou considerados como condições fronteira na linguagem da física. Por exemplo, um oncologista pode na prática ignorar efeitos quânticos quando estuda a transmissão de fatores genéticos ligados ao cancro entre gerações.

Muitos problemas podem de facto ser estudados bem dessa maneira, algo que Herbert Simon atribuiu a hierarquias naturais de organização que permitem que muitos problemas sejam na prática “quase-decomponíveis.” Uma nota para lembrar que Simon foi um dos casos notáveis de interdisciplinaridade, tendo recebido tanto um Nobel em Economia como o premio Turing em computação.

A ciência estuda a natureza e sociedade delimitando-as de acordo com os níveis em que as experienciamos. Disciplinas e departamentos universitários são assim organizados desde o estudo do mais pequeno, como a física de partículas e a biologia molecular, até ao estudo da biosfera e astrofísica, passando pelo estudo de sociedades inteiras, como na economia e sociologia. O problema é que os fenómenos verdadeiramente complexos escapam a essa assunção de organização hierárquica, como demonstra esta pandemia ao emaranhar tantos níveis: desde as interações moleculares que permitiram ao SARS-Cov-2 passar para humanos, até às redes de transporte, economia e saúde publica que foram alteradas por essa transmissão molecular. Pior ainda, o vírus continua a sua evolução por seleção natural, e quanto mais se propaga, mais evolui, o que quer dizer que o seu impacto não é constante.

Como cada cientista é tipicamente treinado a lidar apenas com um nível, ignorando ou assumindo a estabilidade dos outros, nenhum é um “especialista” na pandemia que mistura todos os níveis dinamicamente. Esta complexidade está por trás de imensos problemas revelados neste contexto. Como disse Theodosius Dobzhansky, “nada faz sentido em Biologia sem ser à luz da evolução”. Mas até o epidemiologista chefe da Suécia e proponentes da declaração de Great Barrington aparentemente a esqueceram. Ao proporem não controlar a propagação, implicitamente assumiram que a transmissibilidade e letalidade do vírus se manteria constante, esquecendo que este evolui tanto mais quanto maior for a população de pessoas por infetar. Infelizmente as novas variantes demonstram o perigo dessa evolução, tornando medidas anteriormente eficazes (como confinamentos mais leves ou máscaras sociais) insuficientes para não ultrapassar a capacidade dos sistemas de saúde antes das vacinas começarem a fazer efeito (Figura 1).

Esquema conceptual da corrida entre vacinas e variantes mais infeciosas. Já não se trata de achatar a curva mas de ganhar tempo. Com as novas variantes, medidas de contenção anteriormente eficazes não chegam.  Imagem retirada com permissão de: Petersen, M.B., et al. 2021. “Communicate Hope to Motivate Action Against Highly Infectious Sars-cov-2 Variants.” PsyArXiv. February 9. doi:10.31234/osf.io/gxcyn.

Também muitos economistas tentam separar o fenómeno epidemiológico do impacto económico e social que medidas de saúde publica têm na população. Tratando em separado estes problemas, parece-lhes óbvio que minimizar as mortes por via de confinamento poderá sair caro demais para os mais pobres. O problema é que quando a propagação fica descontrolada, a mortalidade e desolação são tais que o impacto na economia é ainda maior, especialmente nos mais pobres. Veja-se a teimosia de não fechar as escolas após relaxamento no Natal, quando tantos países europeus fizeram o contrário. Só tornou muito pior tanto o número de mortos como a economia (e daí pior impacto nos mais pobres) porque agora temos de confinar agressivamente por mais tempojá para não falar da reputação de Portugal que está agora no Top 5 de mortes per capita por covid (países com mais de 3 milhões de habitantes)

Mas como se pode integrar a perícia de especialistas, treinados em níveis individuais, para otimizar a resposta à pandemia e obter sociedades mais resilientes? A resposta passa certamente por incluir mais pensamento sistémico. Esta aproximação iniciada no Sec. XX por cientistas como Alan Turing, John Von Neumann, Herbert Simon, Margaret Mead e outros, baseia-se no estudo de sistemas complexos por equipas interdisciplinares capazes de integrar o conhecimento de cada nível necessário ao problema. A aproximação nasceu precisamente para resolver problemas existenciais que nenhum cientista poderia resolver sozinho, como o Manhattan Project e a decifração das máquinas Lorenz e Enigma da Alemanha Nazi pelas equipas interdisciplinares de Bletchley Park. A metodologia tem sido extremamente produtiva desde a sua aplicação na Economia (de Herbert Simon a Elinor Olstrom) até aos melhores modelos de previsão da pandemia de COVID19 da atualidade.

Para formar estas equipas é essencial treinar cientistas que sejam 1) “bilingues” em modelos computacionais e noutra área científica especifica e 2) preparados a trabalhar em equipas interdisciplinares. Há mais de 15 anos que dirijo um programa doutoral nos EUA patrocinado por um grande projeto da National Science Foundation – para treinar este tipo de especialista. Cada aluno sai com um duplo doutoramento em sistemas complexos e numa área de foco, desde a física e biologia, à economia, sociologia e até a história da arte. Vários programas semelhantes existem pelo Mundo fora, produzindo uma nova geração de cientista e académico capaz de atravessar os níveis naturais e sociais envolvidos em problemas complexos. 

A existência destes feedbacks entre níveis que não são separáveis é precisamente o que define um sistema complexo como a pandemia. Para a resolver é necessário sair de caixas disciplinares e adotar pensamento sistémico. Mais do que “especialistas” ouvidos individualmente em cacofonia, precisamos de equipas verdadeiramente interdisciplinares que consigam atacar a pandemia em todo o seu complexo de níveis interligados. Não é difícil identificar quando um problema trespassa níveis e não pode ser resolvido apenas com conceitos usados nesse nível. Por exemplo, os problemas causados pelo fecho das escolas ou dos restaurantes no confinamento podem ser quase totalmente resolvidos com mais dinheiro, mas a propagação da pandemia não. Também não pode ser resolvida só pela virologia, mesmo com as vacinas. Necessita, entre outras coisas, de alteração e regulação de comportamentos, incluindo restrições temporárias de direitos civis. 

Ficou recentemente em voga defender que não se pode deixar a ciência “colonizar” a política na resposta à pandemia. No Twitter, Susana Peralta disse-me “O confinamento não é ‘necessário’. É uma escolha política. Tem vantagens e desvantagens. Pesá-los é do domínio da política. Nós, os técnicos/académicos, devemos alertar para as consequências de cada opção política nas nossas áreas. Ao governo e só ao governo compete decidir”. Isto é, a Ciência é vista como separada da governação e as suas disciplinas consideradas como variáveis independentes. Mas os países que melhor protegeram os seus cidadãos e economia da pandemia não o fizeram a ler Max Weber, nem levantar bandeiras ideológicas leva o vírus a mudar de comportamento. Finalmente percebo aquela história dos cidadãos de Constantinopla a discutir o sexo dos anjos com o exército Otomano à porta. Tal como os romanos bizantinos, grande parte da opinião está em negação face à realidade complexa da pandemia. A nossa realidade não está em curso estável para que possamos considerar cada um dos seus níveis separadamente; a pandemia é como uma singularidade que os mistura a todos. 

Veja-se por exemplo como a comissão nacional de proteção de dados deu um golpe mortal na aplicação de rastreio Stay Away Covid, ao deificar a privacidade como um valor absoluto separado do seu impacto na saúde publica e economia. Especificamente, exigiu que apenas médicos possam entrar códigos de casos positivos na aplicação, o que tornou a aplicação inútil. Mas aplicações como esta são componentes essenciais da aproximação sistémica das democracias da Ásia-Pacifico que controlaram a pandemiaincluindo países tão pobres como o Butão. Seria bom quantificar quantas mortes e desolação económica essa decisão da CNPD causou ao considerar a privacidade separadamente do contexto da pandemia.

Não podemos continuar a tratar a pandemia com especialistas separados por disciplina, nem tampouco focar exclusivamente na elevação de ideais políticos como se eles pudessem sobreviver separadamente se a pandemia continuar a evoluir descontroladamente por anos. Não está de todo fora das possibilidades este vírus−ou outro num futuro próximo−evoluir para algo que pode aniquilar a civilização−altura em que a democracia será tão relevante quanto o sexo dos anjos.




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2021-02-08

 

Ministry of "disinformation"

Two recent news articles got me thinking about how we are using computer science to deal with "disinformation": an op-ed looking at the "opinion dynamics" predictions of Michael Goldhaber and Herbert Simon, and Glenn Greenwald's diatribe about repression of "disinformation" in media and online.

To me, both give credence to the idea that a theory of attention, or attention dynamics, is more promising than a theory of disinformation. The latter, as many working on information warfare and semiotics have previously thought, is very difficult (if not impossible) to operationalize, and thus of being useful to build scientific theory. In other words, information does not have a negative/complement, because it always depends on what a user/observer makes of it (see Borges' Library of Babel). This is an age-old view from the very origin of written symbol systems. Indeed, God has been equated with the symbolic, while the devil with its negation, the diabolic (etymologically, the confusion of symbol or information).

To be clear, I think science can approach truth by useful prediction. But any definition of "disinformation", just like information, assumes a (semiotic) consensus in some population. It implies some "guardianship of truth" that always suffers the type of issues Greenwald raises. Ultimately, rather than legislating "disinformation" and building tools to enforce such legislation, perhaps a more sustainable solution is to compete for attention with better predictions and solutions. After all, that is what Darwinian selection is all about. I imagine that a COVID vaccine that works (see amazing results from Israel) will be phenomenally fit for attention---more so than any anti-vaxxer opinion.... so why bother repressing anti-vaxxer opinion online?

I guess all of this to say that science is best put to use to make better predictions and tech that protects our health (i.e. our usual business) than building tools that only help repression of opinion, like face-recognition or detecting communities that someone deems to be trading in "disinformation", etc. Which brings to mind, Brazil, Terry Gillian's brilliant movie about all this.


The Ministry of Information (Brazil)

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2021-01-20

 

Lixívia ideológica não resolve a pandemia

Publicado em Público, 20 de Janeiro de 2021

Quando a pandemia chegou em força notou-se um novo apreço na sociedade em geral pela matemática e ciência. Infelizmente esse apreço foi uma oportunidade perdida para integrar cientistas mais seriamente na decisão política. Aliás, nem se quer os média mudaram muito nesse aspeto. Fala-se muito na vantagem de haver diversidade de pensamento, mas quantos comentadores com formação científica vêm nos programas e páginas de opinião na televisão e jornais de referência? Não defendo a inclusão de mais pensamento científico na governação e discussão pública para autopromoção. A questão é que estes poderes fundamentais da democracia ignoram as recomendações científicas em detrimento de posições ideológicas.

O governo e presidente—com o apoio da maioria dos comentadores e editoriais nos média e de quase todos os partidos—têm ido sistematicamente e sucessivamente contra as recomendações dos seus próprios cientistas. Olhando só para os últimos meses: 1) em vez de confinar em Novembro para poder relaxar mais no Natal como outros países fizeram, o governo optou por relaxar no Natal e Ano Novo mesmo com um numero de casos diários por milhão quase cinco vezes maior do que no pico de Março/Abril; 2) depois deste relaxamento que se saberia ir aumentar a transmissão comunitária, o governo abriu imediatamente as escolas e locais de trabalho no inicio de Janeiro esperando 10 dias para reunir com o Infarmed; 3) vendo o resultado péssimo das duas decisões anteriores, o governo apostou a dobrar num confinamento light com escolas abertas, contra a recomendação científica de fechar escolas para os alunos com mais de 12 anossabendo de novas variantes aparentemente capazes de maior propagação em jovens. Pois aí está a realidade: hoje Portugal é o país europeu com maior numero de casos por milhão de habitantesmesmo com o aparente teto falso devido à limitada capacidade de testagem!

É importante notar que estas decisões políticas contra as recomendações científicas têm sido amplamente defendidas pela intelligentsia nacional. Já nem falo da ridícula e nociva obsessão com o “modelo Sueco” há muito desacreditado pela ciência e até pelo próprio Rei e governo suecouma obsessão tanto da esquerda como da direita que, não se percebendo porquê, parecem focar-se na Suécia em vez dos países democráticos da Ásia-Pacífico que melhor responderam à pandemia. Mas o caso de se manterem todas as escolas abertas na conjuntura atual é particularmente ilustrativo. O consenso científico é claro: com o que se sabe do SARS-CoV-2 e suas variantes, quando a transmissão local é elevada como é o caso Português, deve-se fechar as escolas exceto para crianças mais novas. Foi essa a recomendação dada ao governo pelos seus próprios cientistas.

Mas o governo optou por uma opção política de manter abertas todas as escolas, incluindo universidades. Um opção amplamente defendida pela generalidade dos comentadores. Os fundamentos apresentados são essencialmente ideológicos sobre o papel da escola pública na sociedade. Fora do contexto da pandemia, concordo completamente com essas considerações ideológicas para evitar lacunas na aprendizagem que agravam a desigualdade e custos futuros para os jovens. Mas a realidade é a que temos, não a que gostaríamos de ter. Lutar contra ela com argumentos ideológicos é algo como lutar contra a lei da gravidade porque se acha que todos devem ter o direito de voar como os pássaros. Lembra-me quão nocivo foi Trofim Lysenko na União Soviética e China por achar que era a biologia que se devia vergar ao conceito estalinista e maoista de que os seres vivos podem ser infinitamente transformados pela reeducação. Descobriu-se, com milhões a morrer de fome, que não se “educa” bananas a crescer na Sibéria. Aqui descobre-se que nem tampouco vai o SARS-CoV-2 (e variantes) respeitar princípios da escola pública, fronteira aberta, etc. Aliás, o descontrolo epidemiológico só aumenta a probabilidade de o vírus evoluir para estirpes não controladas pelas vacinas, o que seria a maneira mais sinistra da realidade se rir no fimreality bites, diz-se em Inglês.

É importante também perceber que o governo e demais intelligentsia argumentam com falsidades a decisão de manter todas as escolas abertas. Afirmam que não há transmissão nas escolas, mas ao mesmo tempo assumem que não se sabe a origem de 87% dos contágios e o ministério da educação não publica os dados de infeções nas escolas. Ao contrário de Portugal, a maioria dos países europeus fechou as escolas, primeiro porque os dados mostram que transmissão ocorre nas escolas em idades mais avançadas e segundo porque ter as escolas abertas obriga a uma movimentação de grande parte da sociedade que mais transmite o vírus. Mas a arrogância algo provinciana do governo e defensores é ter fé que a natureza e sociedade se comportarão de maneira diferente em Portugal.

Naturalmente que passar as aulas para um regime online tem custos. Mas o custo de as manter abertas não é só um inaceitável número de mortes. Há também um impacto na própria economia por termos agora em mãos uma situação de rotura que só tornará ainda pior todas as desigualdades que os proponentes de se manterem as escolas abertas queriam evitar. É importante dizer-se que o Ministério da Educação teve a primavera, verão e grande parte do outono para preparar o sistema educacional Português para esta vaga de inverno que se sabia que viria. Deveria ter identificado as formas de minimizar as desigualdades inerentes ao ensino online, nomeadamente providenciando recursos informáticos a quem precisa, treinando o corpo docente, ou mesmo estabelecendo regimes heterogéneos de aprendizagem (alguns na escola outros em casa). Esta falta de flexibilidade e incompetência é agora ofuscada por um posicionamento de superioridade ideológica em relação a outros países que fecharam as escolas. Mas não há nenhuma razão para que o ensino online não tenha sido melhorado para colmatar muitos dos problemas observados no primeiro confinamento geral.

No final das contas, a não integração do conhecimento científico na governação e discussão pública sai caro demais. É um posicionamento anticientífico não assumido. Em última análise e na prática, não acatar as recomendações científicas (como fechar as escolas a partir dos 12 anos) não é diferente de recomendar injeções de lixívia, homeopatia, ou mesmo ser anti vacina. Só que o governo português nem com um dos resultados piores da Europa recebe dos média a crítica que compete a um quarto poder; antes pelo contrário, a intelligentsia aprova. A pandemia demonstra mais uma vez que se pode ignorar, mas não fugir da realidadee quanto mais se ignora, menos se consegue fugir.


 

Figura 1: Mortes diárias por milhão de habitantes (média a 7 dias). Curvas de alguns países com notoriedade a ignorar o consenso científico (EUA, Brasil, Suécia, Portugal) versus a média da EU e os países que melhor responderam à pandemia.

 

Figura 3:Mortes por casos de COVID-19 por milhão de habitantes. Eixo vertical (mortes por milhão) em escala logarítmica; Taiwan com 0.3 mortes por milhão de habitantes, Portugal com 870 e Bélgica com 1756 mortes por milhão de habitantes Eixo Horizontal (casos por milhão) em escala linear; Taiwan 36 casos por milhão, Portugal com 54000 e República Checa com 83000 casos por milhão de habitantes.





 

 

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2021-01-16

 

Some day

This has been an almost ethereal year, largely locked at home. The day we enter a new lockdown, I feel that someday soon we will be free and again together on the dancefloor. So here is a DJ set I played live on youtube om January 15, 2021, already seeing a light at the end of this pandemic tunnel, when we can be with those we love. Somehow the aquatic neo-baroque photographic art of Christy Lee Rogers beautifully captures the mood again. This set has a Soul vivem stepping up to Disco, House and Afro-House. Again, sort of like a first set at the Riot Bootique. Hopefully, at some point DJ Angst and E-Trash, will return to our cybernetic DJing whenever possible. Tracklist and podcast below. Some day is also available on E-Trash's site (Username: apollo, Password: feelingfree).



PlaceboOracle and E-Trash · Some Day





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2020-12-28

 

Hey City Zen 2020

After a crazy travelling year of 2019, like everybody, I was stuck at home (on both sides of the Atlantic) for most of 2020---though still travelling like crazy January to March, and a few times over the Atlantic. Maybe because of all this, I listened to even more music, which was one of the few things that kept me sane, really.  Yet another great year for music, despite it al! I am sure I missed really great stuff, but here is the best City Zen of the year that made my radar. Top 50 Albums, Top 120 Tracks, Top 30 Remixes/Edits (from E-Trash's DJ sets),  Live albums and EPs. The top tracks and remixes are assembled in a Spotify List as well.

Top 50 Albums of 2020

Grouped alphabetically in 5 groups below. 

Diamond Cut

There were definitely 3 albums that stood above for, mostly because they captured what I needed in this pandemic year: a retro look to all tomorrow's dance parties. The ladies were on constant rotation!:

Dua Lipa - Future Nostalgia
Roisin Murphy - Roisin Machine
Jessie Ware - What's your Pleasure?

Platinum Set

These 7 albums are just excellent from beginning to end and I could not get enough of them:

Aksel & AinoLullabies For Submarines
DisclosureEnergy
JARV IS (Jarvis Cocker) – Beyond the Pale
Pet Shop Boys - Hotspot
The PretendersHate for Sale
The StrokesThe new abnormal
Paul Weller – On Sunset

Gold Circle 

Marc Almond - Chaos and a Dancing Star
Booka Shade - Dear Future Self
Capicua - Madrepérola
Caribou - Suddenly
Bod DylanRough and Rowdy Ways
Paul EpworthVoyager
Maria João e OGREOpen Your Mouth
Tom Misch & Yussef Dayes - What kinda music
MoodymannTaken Away
Poolside - Low Season
The Sparks - A steady drip, drip, drip
O Terno - <atrás/além>
Tres Tristes TigresMínima Luz
Lucinda WilliamsGood Souls Better Angels
YelloPoint

Silver Line

Cristina Branco - Eva
ClãVéspera
Miley CyrusPlastic Hearts
Baxter Dury - the Night Chancers
Gorillaz - Song Machine, Season One: Strange Timez
Magnetic Fields - Quickies
Perfume GeniusSet my heart on fire immediately
La Roux - Supervision
SaultUntitled (Black Is)
Rina SawayamaSAWAYAMA 
Robotaki - The grand mirage
ShamirShamir 
Jimi TenorAulos 
Working men’s ClubWorking men’s Club 
Yaeji - What we drew 

Bronze Medal

(((O))) (((2)))
Donny Benét - Mr. Experience
Cabaret Voltaire – Shadow of Fear
Celebrity BBQ Sauce Celebrity BBQ Sauce
IDLES – Ultra Mono
Eminem - Music to be Murdered By
Ellie GouldingBrightest Blue
Ian IsiahAUNTIE
Alicia Keys - Underdog
Shawn MendesWonder

Best Live Albums of 2020


I so miss live shows, so these albums kept that feeling alive, three from classic acts stood out:

David Bowie - Ouvrez Le Chien (Live Dallas 95)
Bryan Ferry - Live at the Royal Albert Hall 1974
Rolling Stones - Steel Wheels Live

Best EPs of 2020


Seven EPs were on rotation a lot, with more good tracks than many albums:

Black Light Smoke - Heat Flash
James BlakeCovers
Christine and the Queens - La Vita Nuova
Chromeo - Quarantine Casanova
DigitalismReality 2
Pongo - UWA
Tiger & Woods - Boot & Heel

Top 120 Tracks of 2020

I think this year deserves another 20 tracks :) The best way to display this is via a Spotify list which also includes the remixes below at the end (more or less organized, but can be listened to at random):




Top 30 Remixes and Edits of 2019


So many great remixes and edits this year. Special mentions, first to one of my fave 2020 albums (see above) that also received an entire remix album orchestrated by the Blessed Madonna: Dua Lipa - Club Future Nostalgia (DJ Mix by The Blessed Madonna).  Second to the super fun albumwith dub remixes of several Boy George hits: This is what I Dub, Vol. 1.

Looking at individual tracks, there were definitely 6 above the rest, which took the original into another place of excellence. All remixes, edits and mashups below elevate the originals either into a whole different place, a distilled essence, or simply make it work so well on the dance floor.  It is great when a track has two great lives, which is a remix at its best:

Bonga -Mona Ki Ngi Xica (Pablo Fierro Remix)
David Bowie - The man who saved the World (Brian Eno 'Live´Mix 2020) 
Django Django - Glowing in the Dark (Hot Chip Remix)
Goldie feat. Mike Banks - Redemption  (Jon Dixon Edit)
Vince Watson - Progress (Joe Claussell Remix)
The Weeknd - Blinding Lights (The Chromatics Remix)

The remaining awesome remixes alphabetically:

All We Are - Not Your Man (Just Kiddin Remix)
Blancmange - Blind Vision (Honey Dijon Remix)
Casbah 73 - Love Saves the Day (Danny Krivit Extended Edit)
Neneh Cherry - I've got you under my skin (Blacksmith "Brixton Bass Mix")
Gal Costa - Cuidando de Longe (Diogo Strauz Remix)
Mike Dunn - Natural High (Riva Starr Mo'Funk Extended Remix)
Erasure - Love to Hate You (Robbie Rivera Juicy Mix)
Jamiroquai - Cosmic Girl (Dimitri from Paris Remix)
Kraak & Smaak - Same Blood (Prins Thomas Diskomiks)
Chris Lake & Solardo - Free your body (Noizu Remix)
Dua Lipa - Physical (Erika de Casier Remix)
Barry Manilow - Copacabana 2020 (The Reflex Revision)
Moby - Power Is Taken (Felguk Remix)
Moullinex - Running in the Dark (Seb Wildblood Remix)
Pet Shop Boys - Monkey Business (Friend Within Friend Remix)
Pnau - Chameleon (Pnau x Melé Remix) 
Rhye - Beautiful (Lewis ofMan Remix)
Risk Assessment feat. Jemeni G - Remember Me (Yuksek Remix)
Robbie Rivera - Change (Fangs Remix)
Rina Sawayana - Comme des Garçons (Pablo Vittar x Brabo Remix)
Russel Small & DNO P - Strawberry Letter 23 (Dr. Packer Remix)
Sunset City - Feels so Right (Art of Tones '1982' Remix)
O Terno - Bielzinho/Bielzinho (Xinobi Extended remix)
David Walters - Kryé Mwen (Patchworks Remix)



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2020-11-22

 

Privacy apocalypse or data science for the common good?

Longer, updated version of op-ed article published (in Portuguese): "Apocalípticos da privacidade vs. StayAway Covid e a ciência de dados para o bem comum." Observador. October 25, 2020. 
After almost a year of this pandemic, it is already clear that countries that best contain the spread of SARS-CoV-2 suffer less in terms of both deaths and GDP contraction−two quantities that are ultimately correlated. Various democracies in Asia have been particularly effective at containing epidemic spread−with corresponding great results in both fatalities and GDP contraction−via some combination of three capabilities: (1) border control, including internal movement among regions; (2) speed and accuracy in testing and tracking; and (3) firm quarantine enforcement.

Integration of these capabilities is even more effective against the pandemic when public health authorities use data from individual citizen behavior, which raises privacy issues. Truthfully, there is no effective strategy against an airborne epidemic that does not restrict some fundamental, individual right. The lockdown of an entire country is, after all, one of the greatest restrictions on all freedoms that can be imposed upon the citizenry. Yet, life itself is the most fundamental right, and death its most brutal restriction. Hence, any public health solution requires critical thinking to optimize temporary restrictions on fundamental rights to minimize death (and economic recession).

Contact tracing apps based on the Google/Apple Exposure Notification System, carry almost no privacy risk compared to popular social media, weather, GPS/maps, messaging, or shopping apps − or even to visiting news websites given their collection of cookie data. The big problem with contact tracing apps is that, just like masks, they are only effective if a large percentage of the population uses them. Hence, the pressure from governments to encourage their use. Since it is difficult to guarantee their correct use by a sufficient proportion of the population, however, many generalize arguing that, given privacy concerns, it is not worth using any form of individual data to control the pandemic.

Note, then, that while Europeans and Americans are facing or already experiencing new lockdowns, Asian countries that use individual data to implement the above strategy have their societies essentially open. This is the case in Taiwan which not only used the power of its crowd-sourced digital democracy to be among the first countries to detect and respond to the initial outbreak, but also firmly enforces quarantine and monitors health status (of all arrivals at the border and positive cases) via mobile phone surveillance. It similarly makes great use of digitally assisted contact tracing using data from the major telecommunication companies, police, health records, and other sources, while furthermore making excellent efforts to ensure confidentiality.

Another country making extensive use of individual data is South Korea, where the government uses mobile phone and GPS data, bank card transactions, GPS, and even video surveillance networks with facial recognition, to quickly and effectively trace contacts of positive cases and thus contain outbreaks very successfully, all in a manner ethically proportionate to the crisis in terms of privacy.  South Korea had its first outbreak two weeks before Italy, with the two countries having very similar case numbers in early March. However, South Korea very quickly managed to contain the contagion, but Italy (followed by all Western countries) did not. Since then, new outbreaks continue to be rapidly controlled in South Korea, keeping the country essentially open, but in the West there is no such capability — only full or aggressive lockdowns can bring transmission and death numbers down.

The Asian response was markedly better early in the pandemic, but at the time, many in the West suggested that cultural factors such as wearing a mask were likely the cause of the difference. As we can see now, even with widespread use of masks and social distance, Europe and the USA are experiencing a much larger increase in cases. It becomes clearer now that Korean success, like other Asian democracies, comes from legislation democratically enacted following the 2015 MERS outbreak that allows for tighter surveillance in the event of an epidemic.

Still, when one talks about the success of Asian countries in this pandemic, it is common to hear: “but theirs is a different culture, we Westerners would never accept such an invasion of privacy.” Yet, this belief does not survive critical analysis, and may even suggest prejudice. First, the same notion was often heard in March regarding the use of masks, and now we all use them — necessity may know no law, but we can certainly make a virtue out of it. More importantly, Western democracies have already developed systems that go further in tracking citizen behavior. One could speak of surveillance systems implemented to counter terrorism, but even more fundamental is the entire tax collection system that allows governments to monitor bank transactions, income, and much more. We accept this interference in our most private data because it is a price we are willing to pay for the common good.

Similarly, the transaction made by the South Korean society, in which it accepts a temporary increase in surveillance so that the State can better respond to pandemics, is in all respects equivalent. Why shouldn't Western democracies want to use the same social contract to save lives and the economy? Why not pursue such deliberation democratically? One problem is that it is now in fashion to reify privacy as if it were an absolute right, the most fundamental right of individual freedom.

But even in a western liberal democracy, it makes no sense to render the right to life of risk groups less important than the right to not reveal that an anonymous infected person was less than two meters away in an anonymized place. It makes no sense to martyr the right to gather in bars, clubs, and other places of freedom, for privacy concerns over quarantine enforcement. It makes no sense to sacrifice whole economies to the altar of free movement by failing to (temporarily) control borders and travel between internal regions.

As Asian countries did after previous pandemics, we must defend our society better in this pandemic by preparing for others, likely more deadly, that are sure to emerge. Paraphrasing John Stuart Mill, freedom requires an appropriate adjustment between individual independence and the common good. In the context of a pandemic, this temporary adjustment certainly needs a non-absolutist conception of individual privacy and freedom, since it is individuals who spread the virus to each other.

There are no silver bullets in epidemiology, but there are better and worse results. While much more interdisciplinary science is needed to study the effectiveness of every factor, the difference in outcomes is striking. When privacy advocates frighten us about the imminent authoritarian apocalypse that using citizen data to combat the pandemic will bring (including by using exposure notification apps),  what they don't say is that in countries where entries, movements, and quarantines were controlled with such technology, deaths are orders of magnitude lower than ours (see figure), society and its spaces of freedom are largely open, and the economy has suffered a much milder recession. It is said that Westerners do not accept government intrusion into their data —naiveté and denial for anyone using iOS, Android, or paying taxes. I will gladly share my proximity and location data to get to the 1 or 10 deaths per million in Taiwan and S. Korea, respectively, rather than over 1200 deaths per million in Belgium, and even worse in several US states. Not because I want more surveillance, but because I want greater freedom. Indeed, those who enjoy greater freedom at this time are the citizens of Japan, Taiwan, South Korea, New Zealand, and others in the Pacific.

Deaths by cases of COVID-19 per million inhabitants o November 22, 2020. Vertical axis (deaths per million) on a logarithmic scale; Taiwan with 0.3 deaths per million inhabitants, South Korea with 10, Italy with 815, UK with 803, Belgium with 1337, and New Jersey with 1900 deaths per million inhabitants. Highlighted line markers: 20 (green), 200 (yellow), 400 (orange), and 1000 (red) deaths per million inhabitants on vertical axis, and 10000 (red) cases per million inhabitants on horizontal axis.  Some US states shown separately with blue dots. Take a moment to grasp a death toll 100 to 1000 times worse in the West in comparison to Asia-Pacific countries. Data from:  https://www.worldometers.info/coronavirus/#countries

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2020-11-14

 

With Somebody

This has been an almost ethereal year, largely locked at home. As we are about to enter new lockdowns, I miss the dancefloor. So here is a redo of DJ set I played "live" on youtube in September, dreaming of dancefloors where we can dance (house music all night long) with somebody who loves us. Somehow the aquatic neo-baroque photographic art of Christy Lee Rogers beautifully captures the mood of being safe at home, but longing for the connection of the dancefloor---we are one World under the roof, ain't that the truth! This set pretty much follows the typical crescendo of a first set at the Riot Bootique. Hopefully, at some point DJ Angst and E-Trash, will return to our cybernetic DJing whenever possible. Tracklist and podcast below. (House Music All Night Long) With Somebody is also available on E-Trash's site (Username: apollo, Password: feelingfree).








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Professional Changes

I have some news to share that you can see in the news post from SUNY Binghamton. In the Fall of 2021 I will become the George J. Klir Professor of Systems Science at Binghamton University (State University of New York). This was an offer I could not refuse and a tremendous honor to inaugurate a position named after my PhD advisor. Not only do I greatly admire his work, but, as most of you know, am absolutely committed to complex systems thinking and its interdisciplinary agenda. I am very excited to continue on that path at Binghamton, innovating with new flavors in this ever changing field. I always like to move to where I feel an exciting positive gradient for fruitful interdisciplinary possibilities, and Binghamton and the now Watson College of Engineering has that vibe at this moment in time. I decided to stay at Indiana University until the the summer of 2021 because of all the active projects that I started there and remain fully committed to---chiefly the Complex Networks and Systems NSF-funded training program, and the Center for Social and Biomedical Complexity with Johan Bollen. I look forward to continuing collaborating on those and other endeavors.

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2020-10-04

 

Changes!

Still missing DJing in clubs live, so when I have the time I started to DJ live online (unfortunately youtube blocks some parts of it). This was the first time I did a youtube set in a long time, there were a lot of errors. But I played a wide range of tracks from the 80s to now. The set was all about changes that are coming and which I am very excited about. So many changes in styles as well, basically covering some sets I played for family during the summer trying to please many age groups :) A bit of a warning, tracks contain adult language... Hopefully, at some point DJ Angst and E-Trash, will return to our cybernetic DJing whenever possible. Tracklist and podcast below. Changes! is also available on E-Trash's site (Username: apollo, Password: feelingfree).








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2020-06-04

 

#VegasBibleFascist

Though it makes total sense, I never thought that America's fascism would show its ugly head with a #VegasBibleFascist aesthetic. At least the Nazis had Leni Riefenstahl. "Fascism scholar @RuthBenGhiat joins @MehdiRHasan to discuss Trump’s authoritarian response to the protests sweeping the country.

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2020-05-17

 

Hello, Is This Thing On?

None of us can DJ live these days (I miss the Riot Bootique party in Bloomington!!) I was supposed to DJ next Friday at Roterdão Club in Lisbon, but it's no go, of course. So here is a DJ set from home inspired by a crowd-sourced pandemic playlist I enjoyed during the lockdown. “Hello, is this thing on?” is also inspired by life on Zoom and thought of as a soundtrack to us starting to go out there carefully. It is not at all a club set but more like a mixtape. DJ Angst and E-Trash, will return to our cybernetic DJing whenever possible. Tracklist and podcast below. Hello, is This Thing On? is also available on E-Trash's site (Username: apollo, Password: feelingfree).








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2020-03-31

 

É necessário mais investimento em ciência de complexidade e resiliência para lidar com pandemias

Versão maior de artigo que saiu no jornal Público no dia 31 de março de 2020.

Se há uma consequência positiva da Pandemia de COVID-19 que nos assola, é o novo apreço na sociedade em geral pela matemática e ciência. De repente toda a gente prefere ler sobre curvas exponencias em epidemiologia a ver programas na TV sobre astrologia−aliás, como mostrou ironicamente Ricardo Araújo Pereira, esta pandemia ridiculariza todas as “previsões” de horóscopos e tarots do início do ano e deveria envergonhar os canais de media que propagam essas verdadeiras “fake news”.

No entanto, apesar do novo respeito, os cientistas devem agora também frisar que os governos ocidentais, incluindo o Português, não deram atenção suficiente à ciência, previsão e gestão da sociedade moderna face a epidemias. O investimento na investigação científica em áreas interdisciplinares necessárias para lidar com epidemias−incluindo a necessária translação de conhecimento científico para as estruturas de governação e execução de saúde pública−tem sido muito aquém do necessário em Portugal, na Europa e nos EUA. Lembro-me de uma reunião há cerca de 15 anos com o então ministro da ciência (e físico) Mariano Gago por iniciativa do então Presidente da Fundação para a Ciencia e Tecnologia (o incansável) João Sentieiro. Tentei convencê-lo de que no século XXI seria necessário muito maior investimento e treino em modelação epidemiológica, uma vez que os patógenos (como o SARS-CoV-2) agora viajam rapidamente em redes biológicas, ecológicas, sociais, económicas e tecnológicas que interagem entre si de forma muito complexa. O ministro não gostou nada quando lhe disse que estar preparada para esta nova realidade era muito mais importante para a sociedade (saúde, economia e defesa) do que aceleradores de partículas no CERN à procura de bosões. Colegas cientistas na Europa e EUA têm histórias semelhantes sobre as suas conversas com dirigentes de política científica nos seus países.

Não quero com isto dizer que não se deva estudar física das partículas; aliás, todo o investimento em Ciência é um multiplicador económico e de conhecimento. A questão é que o investimento científico não é ilimitado e o estudo das redes que ligam rapidamente o mais ínfimo vírus à mais potente economia não tem recebido a atenção necessária no Mundo ocidental (não tanta como campos que foram importantes no século XX por razões de domínio militar, mas não são tão relevantes hoje). Os governantes Europeus e Americanos ainda não perceberam a complexidade das redes que nos afetam. Que a sua resposta a esta crise foi desastrosa não é uma opinião, mas um fato mensurável em vidas humanas em comparação com a reposta de países asiáticos mais perto da origem do problema. Apesar do tempo de avanço sobre Wuhan, a resposta Europeia e Americana foi muito pior que a da Coreia do Sul, Japão, Singapura, Taiwan, Macau e Hong Kong−até da resposta Chinesa após os seus erros iniciais bem graves. Por exemplo, apesar de alguns países como a Itália terem bloqueado voos diretos com a China, as pessoas viajam em rede, e como tal, voos indiretos por outras capitais fizeram-se sem qualquer avaliação dos viajantes vindos de locais contaminados−demonstrando que os governos ainda não percebem, ou não querem perceber, a complexidade das suas redes de transporte.




Os cidadãos ocidentais merecem saber porquê que as suas nações não responderam da melhor maneira possível e devem exigir um sistema de resposta a pandemias bem mais eficiente e que dê maior resiliência à nossa sociedade. Está mais do que na hora de reorganizar as estruturas de financiamento científico, passando de objetivos militares e nacionalistas obsoletos para prioridades de saúde, económicas e ecológicas transnacionais de nos afetam muito mais diretamente. Hoje o nosso inimigo mais mortal não é uma fantasmagórica nação ou sistema político, mas um vírus que entrou nas nossas redes de defesa imunitária pelas redes alimentares, de produção e de transportes que partilhamos com o resto do planeta mas que não são geridas de forma científica.

É de notar uma perda de capacidade de liderança da parte dos EUA nesta matéria. O presidente Obama tomou a iniciativa de liderar a resposta global à epidemia de Ébola em 2014, enviando recursos americanos substanciais para a fonte da crise e criando estruturas governamentais na Casa Branca para responder a crises futuras que a administração Trump encerrou. Mas o que dizer dos governantes europeus que sabendo do recuo internacional de Trump−bem como da sua terrível incompetência−não tiveram a capacidade de liderar uma resposta apropriada dado o vácuo de liderança Americana? Os países Asiáticos, aprendendo com a experiência do H1N1 em 2009, não esperaram pelos EUA para se defenderem. Portugal, apesar de ter sido razoavelmente rápido com as medidas de distanciamento social, só começou a medir a temperatura de passageiros chegando ao aeroporto de Lisboa no dia 20 de Março, quase dois meses depois da OMS declarar uma urgência global de saúde pública−a medição de temperatura não é por si só muito eficiente, mas viajei pelo aeroporto de Lisboa sete vezes de final de janeiro até meados de Março e nunca ninguém me perguntou onde e com quem estive.

Um corolário desta pandemia é que o primeiro Mundo é agora nos países da Ásia que conseguiram defender os seus cidadãos melhor. O que esperamos é que esta pandemia não seja um colapso, mas antes um grito de alerta para o Mundo Ocidental−e a Europa em particular−acordar para a realidade de interligação planetária. Quando sairmos da crise mais imediata, é essencial criar um CERN, uma ESA ou NASA, para estudar e prever não só a parte biológica das pandemias, mas também medidas que aumentem a capacidade de resposta rápida e, em última análise, a resiliência da nossa sociedade complexa a impactos de natureza vária.

Como se vê muito bem com esta pandemia, a nossa vida social e saúde pública depende imenso das interações em rede que se propagam desde o mais ínfimo patógeno até às redes de transporte, saúde, economia, ecologia e governação. A pandemia demonstra também que a saúde publica depende, e muito, de investimento em Ciencia, da capacidade de sistemas de saúde, bem como da observação e regulação de movimentos em momentos chave−tudo fatores necessários que o Mundo ocidental não tem financiado suficientemente por causa de ideologias que otimizam os custos e lucros na estabilidade, mas nos deixam completamente impreparados para crises. Tudo está interligado e a nossa sobrevivência depende de sabermos responder a uma realidade complexa em que se passa da estabilidade ao caos em poucas semanas. Estou farto de ver políticos, advogados e economistas a debater esta pandemia nos media sem ter cientistas à mesa. A realidade mostra que não integrar o conhecimento científico mais diretamente na decisão política, gestão e regulação das redes bio-tecno-socias planetárias é um desastre que se paga muito caro em vidas humanas e desolação económica.

OK, em baixo uma playlist feita durante a quarentena para aliviar a frustação :)

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2020-03-26

 

Funky Seduction from a month ago

In these quarantine days, the last time I DJed live already feels like an eternity ago, but the last Riot Bootique party in Bloomington was only a month ago. We were supposed to host it again tomorrow night, but, alas, all clubs are closed and for good reason. Instead I am posting one of the two sets I played at the last party, errors and all. It was a great Funky seduction, with a full house of people from all over the World. DJ Angst and E-Trash, will return to our cybernetic DJing whenever possilble. I (E-TRASH) am supposed to DJ at Roterdão Club in Lisbon with DJ Gabe on May 22nd, but let's see how the pandemic unfolds. Tracklist and podcast below. Funky Seduction is also available on E-Trash's site (Username: apollo, Password: feelingfree).








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2020-03-22

 

COVID-19, The West, and Complexity: On terrible leaders and a Playlist

I remember a meeting in the 00s with Portuguese science minister (and physicist) Mariano Gago (made possible by the tireless João Sentieiro) in his office. I was pitching a doctoral program and collaboration center in computational biology with a focus on complex networks and systems. I told him that in the XXI century much more training & funding for epidemic modelling, and multi-level bio/social/technical network complexity was necessary. He was not happy at all when I said that funding for these problems would be much more more useful to society than funding particle accelerators at CERN. When we got some funding for the idea (from his funding agency and others but much less than CERN :), the first person I brought in was Alessandro Vespignani who was so nice to agree to help the program. He ended up collaborating with Gabriela Gomes and others during his visit to get funding for Epiwork and InfluenzaNet. I wish Gago and all science funding agencies had taken this area more seriously. We need a CERN and an NSF-STC for pandemics and complex multilevel networks and systems.

In the meantime, we have to witness the late and sad response of EU and USA leaders to this pandemic. No government in the West comes out looking good from this pandemic. With all the lead time they had since the outbreak, they cannot match the type of response we have seen from China, South Korea, Japan, Singapore, Taiwan, Hong Kong, and Macau. Leaders in the west still do not understand network, multilevel complexity where viruses travel in technological networks to impact our health, society and economy. The idea that they were not able to track and test travel flows out of Wuhan on transportation networks, rather than direct flights, demonstrates governments still do not understand network complexity---or don't care to.

There has certainly been loss in leadership from Obama to Trump; Obama, after all, lead the effort to contain the Ebola outbreak. For sure this does not look good for the USA. But what to say of European leaders? They cannot muster leadership if the US Emperor is a #TerriblePresident? It is even more pathetic that European leaders, who are not as terrible as Trump and know he is useless, cannot take a leadership role in this instance. I hope this is the ultimate wake-up call for the West, rather than our end--- previous civilizations have fallen from the impact of disease.

Oh, well. In the meantime, let's follow our social containment before we can regroup. Towards that, here is a #StayHome playlist for a hopeful quarantine. I am still hopeful that the younger generations will learn from this and do better than current western leaders have.

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Decandence

The sycophant GOP response to Trump is certainly pathetic and dangerous. But so-called moderates in the Democratic party and media also ultimately continue to enable our current late-Soviet-empire politburo of old, out of step, incompetent leadership. The sheep-like subservience of the entire Democratic establishment to nominating Biden, who is an obviously flawed candidate and mediocre leader, is not any less sycophantic and something history will also look back at as utterly decadent---just cross-check what people like Amy Klobuchar, Pete Buttigieg, Kamala Harris, Andrew Yang and others said during campaign and after pressed to endorse Biden. Meanwhile, in the midst of the COVID-19 pandemic, which is a threat at least as great in scale as WWII, where are Biden and Pelosi? It is so obvious that Sanders is absolutely right about what ails America, especially in this public health crisis. It is also Sanders who is more quickly responding to pandemic in all the ways a leader should respond.

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2020-01-13

 

Hey City Zen of 2019

Did I travel in 2019! Still another great year for music! I am sure I missed really great stuff, but here is the best City Zen of the year that made my radar. Top 30 Albums, Top 100 Tracks, Top 26 Remixes/Edits (from E-Trash's DJ sets), and Live albums. The top tracks and remixes areassembled in a Spotify List as well.

Top 30 Albums of 2019

There are definitely 5 albums that stood above for, consistency, innovation or surprise, and which I listened the most to (alphabetically):

The Chemical Brothers - No Geography
Crazy P - Age of the Ego
Lana Del Rey - Norman Fucking Rockwell!
Billie Eilish - When We All Fall Asleep, Where Do We Go?
Thom Yorke -Anima

The other 25 alphabetically:

!!! - Wallop
Lena d'Água - Desalmadamente
ÁTOA - Sem Medos
James BlakeAssume Form
Nick Cave & the Bad Seeds - Ghosteen
Channel TresBlack Moses#
Charli XCX - Charli
Chico da Tina- Minho Trapstar
Leonard Cohen - Thanks for the dance
DigitalismJPEG
Folamour - Ordinary Drugs
Hot Chip - A Bath Full of Ecstasy
Michael Kiwanuka - Kiwanuka
Kraak & Smaak - Pleasure Center
Madonna - Madame X
Metronomy - Metronomy Forever
Missy ElliotIconology#
PongoBaia
Rhye- Spirit
Mark Ronson- Late Night Feelings
RY X - Unfurl
Sault - 5
Ed Sheeran - No6 Collaborations
Sleater-KinneyThe Center won't Hold
Underworld Drift Series*

#EP, but with more great tracks than most albums.
*A large series of tracks released in time, more like a box set, really.

Best Reissue of 2019

Prince - Originals

Not so much a reissue, but Prince's originals of famous tracks he wrote form other people. Amazing talent.

Best Live Albums of 2019

The best live show of the year was definitely Christine and the Queenfor me (at Super Bock Super Rock).



But in terms of records, two stood out:

David Byrne - American Utopia on Broadway
Ney Matogrosso - Bloco na Rua


Top 100 Tracks of 2018

The best way to display this is via a Spotify list which also includes the remixes below (in no particular order):



Top 26 Remixes and Edits of 2019


So many great remixes and edits this year. There were definitely 6 above the rest, which took the original into another place of excellence. All remixes, edits and mashups below elevate the originals either into a whole different place, a distilled essence, or simply make it work so well on the dance floor.  It is great when a track has two great lives, which is a remix at its best:

Jorge Ben & Caetano Veloso- Salve Simpatia (Ive Brussel Jkriv Rework)
Dino d'Santiago- Nova Lisboa(Moullinex Remix)
Letrux - Flerte Revival (SJ Zé Pedro & Marco AS Remix)
ABBA - The Visitors (Mighty Mouse’s Edit For Jim)
Fred Pallem & Le Sacre du Tympan - L'Odyssée (Yuksek Remix)
Mark Ronson featuring Yeabba - Don't you leave me lonely(Purple Disco Machine Remix)

The remaining awesome remixes alphabetically:

Change - Make Me (Go Crazy) (OPOLOPO Remix)
The Chemical Brothers - Got to keep On (Riton Remix)
Noel Gallagher - Black Star Dancing (The Reflex Revision)
Childish Gambino - This Is America (Todd Terry, Louie Vega & Kenny Dope Remix)
Hercules & Love Affair featuring ANOHNI - Raise me up (Hercules 2019 Remix)
Jax Jones with years & Years - Play (Purple Disco Machine Remix)
Jkriv featuring Adeline - Vertigo (Joey Negro Spirit of 78 Mix)
Jungle - Heavy, California (Gerd Janson MPC Translation)
Kraak & Smaak - Sweet time (Yuksek Remix)
Anna Lunoe - 303 (Flava D Remix)
Shawn Mendes featuring Camila Cabello - Senorita (Barry Harris extended  "Chillin' in Ibiza'' Club remix)
Ben Pearce featuring Tayla - Fireproof (Ten Ven Remix)
Pongo - Kuzola (20Syl Remix)
The Prodigy - We Live Forever (Teddy Killerz Remix)
Robyn - Beach2k20 (Yaeji Remix)
Robyn - Between the lines (The Black Madonna Remix)
RY X - Body Sun (Claptone Remix)
Sister Sledge- We are Family (Dr Packer's Multi Track Mix)
Sting & Shaggy - Just one Lifetime (Dave Audé Remix)
The Vision featuring Andreya Triana Heaven (Mousse T.'s Disco Shizzle Remix)


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